Os Primeiros Dias em Londres
Muita gente tem me perguntado e achei melhor escrever um artigo sobre isso: meus primeiros dias em Londres! Sai da Republica Tcheca para poder estudar Counselling em Londres, e por lá fiquei por 1 ano, mas nem tudo foram apenas flores!
'Doze dias em Londres. Mudança turbulenta de planos e meio que de última hora. Depois de passar os primeiros dias na casa de uma amiga que mora numa república com outras três pessoas, me mudei. De volta às raízes... ironicamente. Sem passaporte Europeu para facilitar a vida, vou me virando como dá. Cuidar de criança novamente parece ser se não a melhor opção, a mais facil a curto prazo. Tento focar em aprimorar meu inglês, ao menos para me dar forças para continuar. Ainda não tenho TV no meu quarto, e a internet não funciona, não sei porque cargas d’água. Um tédio total. Me resta a leitura e a escrita, que eu adoro e não reclamo, mas até isso se torna entediante quando única opção.
Não fiz grandes coisas na semana que passou. Com um pequeno intervalo de 2 ½ horas no meio do dia, o máximo que consegui fazer foi caminhar pelo centro de Haringey, onde estou. E qual não foi a minha frustração ao descobrir que o Starbucks fecha as 7 da noite, o que me poda minha escapada depois da missão cumprida... Damn it!
Hoje acordei mais cedo do que gostaria. Por ser sábado, decidi enrolar um pouco mais na cama até que o despertador tocasse às 8:30am, mas a dor incômoda no pescoço, aliada à minha mente hiper-ativa, não me permitiram concentrar. Abri a janela para um sábado que aparentemente prometia ser de tempo esquisito, e auto- massageando o pescoço, me arrastei para debaixo do chuveiro. Depois de três dias, finalmente me rendi aos apelos silenciosos do shampoo e condicionador - preguiça mata!!! - e por crédito do final de semana, decidi colocar um pouco de maquiagem. Por conta do tempo incerto, casaco e guarda-chuva foram comigo à tira-colo.
Decidi visitar Notting Hill e o mercado de rua na Portobelo Road. Dividido por áreas, o mesmo começa com lojas e barracas oferecendo antiguidades e todo tipo de quinquilharia relacionada. Conforme fui descendo, barracas de roupas, frutas e comida foram aparecendo. Quase no fim, tendas de novos estilistas, com preços relativamente modestos para Londres – a cidade mais cara do mundo! Andei, andei, andei... fuçei, toquei, mas não comprei. Gastei pouco, apenas para almoçar, e melhor teria sido se tivesse optado por uma fruta, pois a carne de carangueijo frita na hora, tão apetitosa na mão dos outros, provou-se um veneno para o meu estômago, que reclamou dos maus tratos por horas à fio.
Quando cansei da feira, fui caminhar pelo Kensington Garden, localizado bem à frente. O sol não brilhava no céu, mas o parque era bonito do mesmo jeito. Sentei por alguns minutos para ler meu livro de frente para o lago, repleto de aves. Do outro lado da rua, outro parque, o Hyde Park, muito maior, onde pessoas patinavam, casais caminhavam de mãos dadas, levavam o cachorro para passear ou simplesmente relaxavam no gramado na companhia de amigos ou de um livro. Me senti sozinha. Mais uma vez, como já se tornou costume para mim desde que cheguei. Senti uma saudade imensa de pessoas que deixei para tras. Tentei chorar e não consegui...
Na falta de companhia, acabei voltando relativamente cedo para casa, mas me senti pior ainda, tendo que encarar as paredes cor de pêssego de um quarto que ainda não consigo chamar de meu.'
Você também pensa em morar em Londres? Quer estudar, viver outras experiências e aperfeiçoar seu inglês mas não sabe por onde começar? Leia mais no artigo Intercâmbio em Londres.






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